Ridendo castigat mores...


Bem-vindo! Se veio aqui parar provavelmente veio enganado. Deve andar à procura de outro blog qualquer, muito mais interessante que este, e o google enganou-o e trouxe-o até aqui. Mas já que cá está, sente-se e beba um copo.

Este não é mais um blog com pretensiosismos intelectualóides nem tão pouco com carácter de intervenção. É pura e simplesmente um blog totalmente politicamente incorrecto escrito por alguém que trabalha em ciência em Portugal e que, nos tempos livres *command not found*, provavelmente não tem mais que fazer do que vir para aqui libertar as suas frustrações e dizer mal de tudo e de todos. Daí o Contra.

Não vale a pena adicionar este blog aos seus favoritos nem subscrever os feeds porque provavelmente não vai haver aqui nenhuma informação que verdadeiramente lhe interesse. Se procura informação científica credível também não vai encontrar. Tente na Web of Knowledge (3º corredor à esquerda, 2ª porta a seguir à escada; por favor ignore o letreiro à entrada que diz WC). Se procura financiamento científico, então está mesmo perdido de todo! Procure na FCT - Foda-se a Ciência e Tecnologia.

Se ainda está a ler isto é porque provavelmente é quase tão desocupado como eu e isso não revela nada de auspicioso para o seu futuro. De qualquer modo, deixe-se ficar e prepare-se para algo totalmente diferente! A realidade das histórias que aqui serão descritas é tudo menos coincidência e estas seriam hilariantes se não fossem tragicamente cómicas.

(Esta mensagem foi patrocinada pelo Dicionário da Língua Portuguesa, edição pré-acordo ortográfico, cuja palavra do dia é provavelmente. Sim, que a ligação à net para poder blogar é cara e a ciência, como toda a gente sabe, não é exactamente uma fonte lucrativa.)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

The Big Bag (of Shit) Theory!

Foi em 1993 que tomei a infeliz decisão de optar pela área científica. Vivia-se a euforia da Genética. Não existia na altura um curso superior especificamente virado para a genética.   1º Erro não-Descartesiano: decidi-me pela Bioquímica e aí começou o princípio do fim. A "Pancada da Bioquímica", como lhe chamo, bateu forte e feio e não houve nenhum ser nesta terra que tivesse conseguido pôr-me juízo na cabeça (tanto que o meu pai me disse para eu ir para economia e gestão... lição nº1: os pais têm sempre razão).

Podia encontrar uns quantos bodes "respiratórios" a quem culpar pela minha opção pouco inteligente - o meu prof. de Físico-Química, o chulo do Psicólogo que fez os testes psicotécnicos - mas a verdade é que... mea culpa, mea maxima culpa!

Em vez de utilizar critérios de sensatez - empregabilidade, perspectivas de progressão e (o mais importante de tudo, não me venham cá com merdas filosóficas de que o dinheiro não compra felicidade) Taxa de Remuneração! - escolhi a ciência porque... ERA INTERESSANTE! AHAHAHAHHAHA Quão inconsciente se pode ser?

Mas a minha falta de discernimento não se ficou por aqui. 2º Erro não-Descartesiano: Alimentei a expectativa de que conseguiria prosseguir uma carreira científica... em PORTUGAL (imaginem!)!!!!!

Por isso, e para evitar que mais alminhas inconsssssssssssssientes (p'raí com 350 S's) criem ilusões, aqui ficam algumas leis empíricas irrefutáveis:

Lei Zero do Contra-Ciência: se dois corpos estão em equilíbrio mental com um terceiro, então nenhum deles é cientista!

1ª Lei do Contra-Ciência: a energia total dispendida numa carreira científica é igual à variação do Rendimento Social de Inserção (ou do Subsídio de Desemprego para os sortudos que consigam arranjar um qualquer trabalhito temporário num Centro de Atendimento Telefónico, considerado pelo estimado Eng. wannabe Sócrates como trabalho qualificado!)

2ª Lei do Contra-Ciência: A quantidade de entropia de qualquer sistema de financiamento científico tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo, designado por FCT.

3ª Lei do Contra-Ciência: a inteligência dos académicos tende para zero quando o seu respectivo grau tende para o infinito.

1 comentário:

  1. Bravo! Bis! Bis!

    Ia agora mesmo matar-te à unhada por causa da terceira lei, mas depois reparei que se refere aos académicos e não à classe mentalmente sodomizada. Foi por pouco :D

    ResponderEliminar